Memórias de Elefante

 Quando penso na minha vida passada, vêm-me algumas memórias de elefante, tal como aquela vez, em que eu um jovem cheio de vícios, procurei ajuda numa igreja, que me rejeitou por ter um aspeto de quem vem do "mundo". Acontece que eu na altura vestia exclusivamente de preto, não sabia orar com "unção", mas dizia aquilo que sentia realmente, e ninguém falava comigo. Até que alguém se aproximou de mim, mas a primeira coisa que disse, é que para os membros daquela Congregação, eu tinha aspeto de "drogado". Isto marcou-me de tal modo, que eu em pouco tempo, abandonei a Congregação, e voltei aos velhos vícios. Foram precisos anos, para eu voltar a pôr os pés numa igreja, e converter.me realmente. Com efeito, naquela época, as igrejas na sua maioria, eram igrejas de pessoas "perfeitas", cheias de regras não toques, não faças, não vás, não, não, não...em contrate, em muitas igrejas de hoje, é o extremo oposto, onde pessoas na sua maior parte, não convertidas, fazem confusão entre o mundo e o evangelho, e aceitam tudo como aceitável...não façam confusão, não estou aqui advogando uma igreja superconservadora que não acolha o estranho, e não tenha liberdade; agora, a vida segundo o espírito de Deus, deve ser diferente da vida dos não convertidos, nos seus vícios e corrupção. É isto que o evangelho chama de "nova Criatura", não se medindo a espiritualidade, por regras cegas e extremamente proibitivas, mas com temperança.

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